domingo, 29 de abril de 2012

Medos?


Tenho medo. Medo de não sonhar;
Medo de não sonhar com o céu, de não tocar as estrelas.
Tenho medo. Medo de falhar; 
Falhar, sim, de não funcionar, de não acontecer. De não ser.
Tenho medo. Medo das expectativas;
Das expectativas não concretizarem-se. De não serem reais. Palpáveis. Sentidas.
Tenho medo. Medo da decepção;
Medo de decepcionar, e me decepcionar. Escorregar. Deslizar e, cair.
Tenho medo. Medo de não ser forte;
De não ser forte o suficiente. Forte o bastante pra conquistar. Dominar. Vencer.


Mas tudo isso vai funcionar, de uma forma mágica, diferente, suada, batalhada.
Vai funcionar como um relógio. Calmo, contando cada segundo. Cada vitória.
Vai funcionar. 
E os medos? Eu supero cada um deles, vencendo cada um. Com paixão.
Assim a vida vai ficando mais gostosa, mais sentida, mais saborosa. 
Pouco-a-pouco-sendo-degustada-sabor-por-sabor, por mais que as vezes algum desses gostos venham amargos. Mas no fim, no fim... Ah!! No fim vai ser doce. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Como o Vinho.


Com a idade nós aprendemos. 
Aprendemos depois de muito cair, de muito errar. 
Com a idade vem o crescimento, os pés já alçam vôos serenos sem se distanciar muito do chão firme e seguro.
Com a idade as rugas chegam, mas junto a elas também a refinação. 
Com a idade a sabedoria se instala e o degustar é mais puro, pois saber dosar o tanino, a acidez e o álcool só mesmo um paladar cheio de experiências.


domingo, 15 de abril de 2012

Estórias.




Fazia tempo que a vontade das palavras não batiam na minha porta.

Até que então...

Até parece engraçado começar pelo final, mas eu vou tratar aqui de um fim.
Do término de um ciclo, do término de uma paixão, de um amor, de uma admiração. Pois bem... Chegamos ao finalmente, chegamos ao final de mais uma estória.
Mas existe alguma coisa errada, vocês não acham?

Tá errado, para chegar ao fim, tem de haver um começo.

Então voltamos aquele nosso velho e conhecido começo. É engraçado voltar ao início, porque o início é sempre mais empolgante e dá aquele friozinho na barriga, aquela vontade, sim, AQUELA vontade.

Posso te dizer que te quis com todas as minhas forças, que foi bom enquanto durou, poderia dizer que te queria pro resto da minha vida, pra dividir alegrias, pra somar conquistas, pra subtrair tristezas, e pra multiplicar o amor. Mas tudo isso seria muito clichê, então prefiro dizer o quão me fez bem, o quão me fez rir, o quanto me deu segurança, mas estou voltando ao clichê novamente.
Clichê ,sim, pois não gosto de parecer meloso.

Pareço ser tão confuso com essas voltas, com esse vai-e-vem-e-volta-e-vai.
Eu sou complexo. Eu sou difícil. Eu sou ciumento. Eu sou possessivo. Eu te amei.

Acho que chegamos ao meio da nossa estória.
Foi quando o amor bateu, bateu e machucou, feriu & dilacerou...
Foi silêncio... Foi um silêncio cortante, um silêncio frio, que quase me destruiu-&-te-destruiu - parece o refrão da nossa música - Me encontro tão ferido, mas te vejo ai também em carne viva...♪♫

E foi quando nós chegamos ao fim.

O que nos construiu também nos derrubou. - Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais - Se você tivesse tido calma pra esperar -Se você quisesse poderia reverter...♪♫

- Então perdemos a mão, perdemos o ponto, perdemos a hora, o encanto, a paixão a devoção e até o respeito.

Como toda história a nossa estória também teve um início, um meio, e agora o fim.
Esse é o nosso fim.

Esse é o nosso fim?

Mesmo afastados, mesmo nossa estória já acabada há algum tempo, não houve aquele, ou aquilo que chamamos de ponto final.
Assim o tempo passou, passou & passou.

Durante algum tempo nós continuamos a nossa série, a nossa estória, até que então...

E então chegamos agora ao fatídico fim, ao nosso ponto .(final)